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29-11-2016
Palestra sobre a solidão

Conforme anunciado, no sábado, dia 27 de novembro de 2016, pelas 15horas, foi levada a efeito mais uma reunião de senhoras, da Assembleia de Deus de Aveiro.
Do programa constava um tempo devocional, uma palestra subordinada ao tema «Solidão» e um chá com bolinhos que cada participante traria, para partilhar.

A oradora era surpresa, convocadas estavam todas as senhoras disponíveis.

Estiveram presentes cerca de quarenta irmãs, três crianças e o repórter fotográfico, o irmão Fernando, que já nos habituou com sua presença nos eventos da comunidade.

Foi lido um Salmo, seguido de oração e entoação de alguns cânticos de louvor a Deus.

De seguida foi-nos apresentada a preletora, a psicóloga Ana Ferreira, uma jovem da congregação de Vagos.

É necessário dar oportunidade de lançamento aos nossos jovens! Defendeu a irmã Aline Joana.

E se carecemos de ouvir, então ouçamos o que a Ana tem para nos dizer.

Nesse momento a plateia estava ansiosa por escutar o que uma menina muito jovem, bonita, saudável, recém-casada e feliz tinha para dizer sobre um sentimento que provavelmente nunca teria experimentado.

As pessoas com alguma idade, que já passaram por situações algo dolorosas, essas sim, sabem o que é estar sós, ser incompreendidas, ser esquecidas, abandonadas, ficar viúvas, divorciadas…um role infindável de situações que nos arrastam para a solidão- pensaram para si algumas das senhoras presentes.

Na verdade todas tínhamos muito que descobrir.

Afinal já todas passámos por momentos de solidão. Mesmo rodeadas de pessoas desconhecidas, conhecidas, amigas ou familiares podemos sentir-nos sós. A «solidão» não depende tanto das circunstâncias da nossa vida (de fora para dentro) ela depende muito da nossa interpretação das circunstâncias (de dentro para fora). Muitas vezes sentimo-nos sós porque nos fechamos para os outros. Porque nos isolamos. Parece-nos incómodo ou não temos paciência para conviver com pessoas que discordam de nós, que nem sequer nos entendem.

Todavia, para a nossa saúde física e mental é essencial que em nós exista empatia para com outras pessoas.

Deus achou que não era bom que o homem estivesse só (Gen. 2:18). Ele próprio providenciou companhia para Adão, inicialmente, e depois para todos os indivíduos.

Se conseguirmos avaliar a nossa posição, relativamente à solidão, e revertê-la com a ajuda do Senhor, tanto melhor. Se de outro modo nos sentirmos perante uma montanha intransponível, então procuremos ajuda. Deus tem capacitado técnicos que nos podem ajudar a transpor as barreiras que nos advêm.

Se sofres de solidão, busca a Deus e procura a comunhão com as pessoas certas.

Contudo precisamos diligenciar equilíbrio para as nossas vidas. Importa ter os nossos momentos connosco próprios, com os nossos pensamentos, com as nossas leituras e em comunhão com Deus. O próprio Senhor Jesus, enquanto na terra, teve os seus momentos de solidão, (Lucas 9 :18 e 36).

Deus tem projetos para cada um em particular. Não estamos no mundo «porque sim». Estejamos atentos e sejamos felizes.

Na derradeira parte desfrutámos de agradáveis momentos de convívio com chá, bolinhos e muita felicidade e gratidão porque Deus tem cuidado de nós.  Sentimo-nos ricamente abençoadas.

Isabel Bento